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    Larissa Rodrigues

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    Acompanha de perto as articulações do Congresso com o Executivo e como a relação entre os Poderes interfere na vida da população e na economia do país

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    Em meio à crise da Abin, base governista tenta minar alcance de Ramagem em comissão do Congresso

    Intenção do Planalto é demonstrar que responsabilidade do uso indevido do aparato da Abin teria sido totalmente do então diretor-geral

    Em meio à crise da Abin, base governista tenta minar alcance de Ramagem em comissão do Congresso
    Em meio à crise da Abin, base governista tenta minar alcance de Ramagem em comissão do Congresso

    Sem aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para trocar o diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), ministros do Palácio do Planalto estão traçando junto com a base do governo no Congresso Nacional maneiras de deixar o escândalo em evidência.

    No entanto, há uma preocupação agora com a narrativa que envolve as denúncias de que a agência tenha sido usada para favorecer políticos.

    Isso significa que a intenção do Palácio do Planalto é demonstrar que a responsabilidade do uso indevido do aparato da Abin teria sido totalmente do então diretor-geral — e agora deputado federal —, Alexandre Ramagem(PL-RJ).

    Dentro do Planalto a ideia que querem passar é que se o atual diretor, Luiz Fernando Corrêa, pecou em algo, foi em minimizar o tamanho da crise que viria pela frente.

    Ou seja, que teria, no máximo, cometido um erro culposo e não doloso. Corrêa tem sido blindado devido à sua relação de proximidade com Lula.

    Paralelamente, dentro do Congresso, o que vem sendo costurado agora é uma maneira de dificultar a vida do deputado Ramagem na Comissão Mista de Controle de Atividades de Inteligência (CCAI).

    Membro do colegiado responsável pela fiscalização e o controle interno e externo das atividades de inteligência e contrainteligência desenvolvidas no Brasil, o parlamentar vem sendo pressionado para deixar a comissão.

    No entanto, já avisou, via liderança da minoria na Câmara dos Deputados, que não fará isso.

    Agora, a ideia é limitar o acesso do ex-diretor da Abin a documentos sigilosos que estão com a comissão e tratam das investigações sobre o uso político da agência.

    Para isso, segundo fontes da CCAI, seria usado o regimento do Congresso Nacional que prevê a disponibilidade desse tipo de material apenas para quem possuir uma credencial.

    Ou seja, a articulação é para que Ramagem não tenha a credencial, mesmo enquanto membro do colegiado.

    Isso significaria, além de algo inédito dentro de qualquer comissão do Congresso, uma construção da centro-direita com partidos da base aliada ao governo.

    A possibilidade dessa “união”, inclusive, ganhou ainda mais força depois da operação realizada pela Polícia Federal (PF) na última quinta-feira (8), que voltou a colocar Jair Bolsonaro (PL) e diversos de seus aliados no centro de uma investigação de tentativa de um golpe de Estado para manter o ex-presidente no poder.

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