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    Herói da Costa do Marfim na Copa Africana de Nações venceu câncer no testículo

    Sébastien Haller marcou o gol do título dos Elefantes em casa

    Sebastien Haller comemora o gol do título da Costa do Marfim
    Sebastien Haller comemora o gol do título da Costa do Marfim Fareed Kotb/Anadolu via Getty Images

    Ben Churchda CNN

    Pouco mais de um ano desde que voltou ao futebol, depois de se recuperar de um câncer nos testículos, Sébastien Haller marcou o gol do título da Costa do Marfim sobre a Nigéria, nesse domingo (11), pela Copa Africana de Nações.

    O atacante foi o herói da virada por 2 a 1, marcando aos 81 minutos e levando a torcida da casa ao delírio dentro e fora do Estádio Alassane Ouattara.

    Foi um momento emocionante para Haller, que recebeu o diagnóstico do câncer em 2022, poucos dias depois de assinar com o clube alemão Borussia Dortmund.

    Haller passou por quimioterapia e duas cirurgias

    Após duas operações e quatro rodadas de quimioterapia, o jogador de 29 anos completou uma recuperação extraordinária ao retornar ao esporte em fevereiro de 2023, culminando com um feito simbólico: marcar seu primeiro gol pelo Dortmund no Dia Mundial do Câncer, na temporada passada.

    A sua jornada de reviravoltas e recuperações resumiu a campanha da Costa do Marfim na Copa Africana de Nações deste ano, que começou da pior maneira possível.

    Depois de vencer o jogo de abertura do grupo, os Elefantes perderam as duas partidas restantes, entre elas uma goleada embaraçosa para a Guiné Equatorial, por 4 a 0.

    Campanha de recuperação

    Parecia um fim de linha precoce e terrível no torneio, quando a Costa do Marfim demitiu o técnico francês Jean-Louis Gasset, pensando que já tinha sido eliminada na fase de grupos.

    No entanto, uma série milagrosa de resultados em outras partidas levou o país anfitrião a passar para a fase de mata-mata por ser um dos quatro melhores terceiros colocados.

    Seguiu-se, então, uma procura por um técnico interino para comandar a equipe, cargo que acabou ficando com o ex-jogador marfinense Emerse Faé — em seu primeiro trabalho como treinador a nível profissional —, depois de uma série de “nãos” recebidos.

    Mais drama no mata-mata

    Pela frente, Faé e seus comandados tinham o então campeão Senegal nas oitavas de final. Mais uma vez, a eliminação esteve próxima, mas um empate no fim do jogo salvou a seleção anfitriã, que então venceu uma emocionante disputa de pênaltis.

    Nas quartas de final contra Mali, a Costa do Marfim conseguiu mais um feito dramático, voltando a empatar a partida com gol no último minuto antes de garantir a vitória na prorrogação.

    Haller, que havia ficado de fora da fase de grupos por conta de uma lesão, voltou para a fase de mata-mata e estava lá para marcar o gol da vitória na semifinal contra a República Democrática do Congo.

    “Elefantes Zumbis”

    A incrível capacidade da seleção de evitar o abismo na Copa Africana rendeu a ela o apelido de “Elefantes Zumbis”, e a Costa do Marfim fez jus à alcunha novamente, agora na final.

    Depois de a Nigéria ter assumido a vantagem no primeiro tempo com gol de cabeça de William Troost-Ekong, os donos da casa conseguiram absorver o baque e voltar ao jogo.

    Festa de Drogba na arquibancada

    Com a presença da lenda Didier Drogba nas arquibancadas, a Costa do Marfim empatou na etapa final, com gol de Franck Kessié. O cenário estava montado para Haller desviar para as redes um cruzamento de Simon Adingra, a nove minutos do fim do tempo normal.

    “É o poder do grupo e a mentalidade que nos fez avançar. Tivemos alguns momentos desafiadores, mas nos recuperamos, embora não tenha sido fácil”, disse Adingra à agência Reuters. “A fortaleza mental nos permitiu restaurar nossas chances e fazer o que conquistamos hoje”.

     

    Este conteúdo foi criado originalmente em Internacional.

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