Chin Shi Huang

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    Vacinação em massa na Maré ultrapassa a meta da Prefeitura do Rio

    A campanha vacinou 33.774 mil moradores em quatro dias

    Isabelle Resende, da CNN, no Rio de Janeiro

     

    A vacinação em massa no Complexo da Maré superou a meta estabelecida pela Prefeitura do Rio e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Em quatro dias, foram vacinados 33.774 mil moradores do maior conjunto de favelas da Zona Norte do Rio. A imunização dos moradores, que começou na última quinta-feira (29), foi finalizada neste domingo (01), por volta do meio-dia. A meta era antecipar a vacinação de mais de 30 mil adultos jovens.  

    Nos próximos meses, esse grupo, junto com as demais faixas etárias que já foram contempladas pelo calendário do município, serão monitorados pelos pesquisadores da Fiocruz.  A vacinação em massa será o ponto de partida para o estudo inédito que a Fundação vai conduzir com o objetivo de mapear o impacto da vacinação na população da Maré.  

     

    A efetividade da vacina será avaliada, levando em conta os seguintes critérios: idade; sexo; tipo de vacina que foi ministrada; tempo de infecção após a vacinação, tempo até a segunda dose, ocorrência de casos graves e prevenção de óbitos. Também serão feitas análises sobre a dinâmica da transmissão do vírus no território, o acompanhamento de possíveis efeitos adversos das vacinas e a vigilância das novas variantes do coronavírus.    

     “É um momento muito especial. Olhar o impacto da vacinação numa grande comunidade já seria algo inédito. Agora pensar que isso está acontecendo na Maré, que tem dimensão populacional superior a 96% dos municípios do país, é algo único, que nos permitirá um mapeamento com características singulares. Aspectos da doença em si, como a dinâmica de transmissão do vírus no território, a vigilância de suas variantes e o acompanhamento de possíveis efeitos adversos das vacinas serão outros pontos abordados pelo estudo, para além da efetividade da vacina, que é o foco principal”, explica o pesquisador da Fiocruz e coordenador do estudo, Fernando Bozza.

    A ONG Redes da Maré atuou na mobilização os moradores de 16 comunidades que fazem parte do Complexo da Maré.  O estudo será serão conduzidas duas linhas de atuação de forma simultânea. A primeira consiste na identificação de casos sintomáticos, onde os participantes deverão informar imediatamente caso apresentem os sintomas de suspeita da Covid-19. A partir daí, eles serão submetidos ao teste de RT-PCR para fazer o diagnóstico.   

    A metodologia será feita em duas etapas simultaneamente. A primeira consiste na identificação de casos sintomáticos, onde os participantes deverão informar imediatamente caso apresentem os sintomas de suspeita da Covid-19. A partir daí, eles serão submetidos ao teste de RT-PCR para fazer o diagnóstico.   

    Já a segunda linha tem como objetivo mapear a transmissão do vírus no ambiente familiar. Para isso, um grupo de 8 mil moradores (cerca de 2 mil famílias) será acompanhado pelos pesquisadores durante seis meses. Nesse período, será feita a avaliação de soroprência nos indivíduos, ou seja, da resposta imunológica, cálculo da proporção de vacinados e ocorrência de casos.  

    A análise incluirá também os membros que não são público-alvo da vacinação, como crianças e adolescentes. A partir daí, os pesquisadores poderão saber, por exemplo, se ao vacinar os adultos, as crianças estariam protegidas.

    Mulher sendo vacinada na campanha contra a Covid no Complexo da Maré (RJ)
    Mulher sendo vacinada na campanha contra a Covid no Complexo da Maré (RJ)
    Foto: Bruna Carvalho/CNN

     

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