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    Bolsonaro e Valdemar não podem se falar após operação da PF; entenda

    Presidente do PL foi preso por porte ilegal de arma e o ex-chefe do Executivo teve seu passaporte apreendido

    Operação da Polícia Federal foi baseada na delação premiada de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro
    Operação da Polícia Federal foi baseada na delação premiada de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro JOSÉ LUIZ TAVARES/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

    Douglas Portoda CNN

    São Paulo

    O presidente do PL Valdemar Costa Neto e o ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL) não podem manter contato, inclusive por meio de advogado, segundo a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

    Os dois foram alvos da Operação Tempus Veritatis deflagrada nesta quinta-feira (8) pela Polícia Federal. Ela investiga uma organização criminosa que atuou na tentativa de golpe de Estado e abolição do Estado Democrático de Direito.

    Durante a ação, Valdemar foi preso por porte ilegal de arma. A sede do PL em Brasília, que foi alvo de buscas, fica no mesmo prédio em que mora o presidente da sigla.

    Bolsonaro, por sua vez, teve seu passaporte apreendido e está proibido de deixar o país. O documento também estava na sede do partido.

    Além deles, outros investigados pela operação estão impedidos de manterem contato:

    1. Walter Souza Braga Netto, ex-ministro da Defesa e candidato a vice de Bolsonaro em 2022;
    2. Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
    3. Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e Segurança Pública;
    4. General Paulo Sérgio Nogueira, ex-comandante do Exército ex-ministro da Defesa;
    5. Almirante Almir Garnier Santos, ex-comandante-geral da Marinha;
    6. General Estevam Cals Theóphilo Gaspar de Oliveira, ex-chefe do Comando de Operações Terrestres do Exército;
    7. Tércio Arnaud Thomaz, ex-assessor de Bolsonaro e considerado um dos pilares do chamado “gabinete do ódio”;
    8. Ailton Gonçalves Moraes Barros, capitão reformado do Exército expulso após punições disciplinares;
    9. Amauri Feres Saad, advogado citado na CPI dos Atos Golpistas como “mentor intelectual” da minuta do golpe encontrada com Anderson Torres;
    10. Angelo Martins Denicoli, major da reserva do Exército que chegou a ocupar cargo de direção no Ministério da Saúde na gestão Eduardo Pazuello;
    11. Cleverson Ney Magalhães, coronel do Exército e ex-oficial do Comando de Operações Terrestres;
    12. Eder Lindsay Magalhães Balbino, empresário que teria ajudado a montar falso dossiê apontando fraude nas urnas eletrônicas;
    13. Guilherme Marques Almeida, coronel do Exército e ex-oficial do Comando de Operações Terrestres;
    14. Hélio Ferreira Lima, tenente-coronel do Exército;
    15. José Eduardo de Oliveira e Silva, padre.
    16. Laércio Vergílio, general de Brigada;
    17. Mario Fernandes, general e ex-secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência;
    18. Paulo Renato de Figueiredo Filho, jornalista;
    19. Ronald Ferreira de Araújo Júnior, tenente-coronel;
    20. Sergio Ricardo Cavaliere de Medeiros, tenente-coronel.

    A operação desta quinta-feira é baseada na delação premiada do ex-ajudante de ordens Mauro Cid. Ela apura a discussão da chamada “minuta do golpe”, encontrada na residência do ex-ministro da Justiça Anderson Torres.

    Ao todo, foram cumpridos 33 mandados de busca e apreensão, quatro de prisão preventiva e 48 medidas cautelares.

    As buscas aconteceram nos estados do Amazonas, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Ceará, Espírito Santo, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.

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