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    “Fomos pegas como bodes expiatórios”, diz ex-deputada que levou “Dama do Tráfico” ao MJ

    Janira Rocha é defensora dos direitos de familiares de presidiários e denuncia casos de transgressões

    Elijonas Maiada CNN

    em Brasília

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    A advogada Janira Rocha, vice-presidente da Comissão de Assuntos Penitenciários da Associação Nacional da Advocacia Criminal do Rio de Janeiro (Anacrim-RJ), disse à CNN que ela e Luciane Barbosa de Freitas, conhecida como “Dama do Tráfico”, foram ‘pegas como bodes expiatórios’ na repercussão das agendas que tiveram no Ministério da Justiça e Segurança Pública.

    Luciane Barbosa Farias é casada com o líder do Comando Vermelho no Estado, Cremilson dos Santos Faria, conhecido como “Tio Patinhas”.

    “A repercussão do caso não diz respeito a nós, mas há uma acirrada disputa da oposição contra o governo [Lula] e o ministro [Flávio] Dino. Fomos pegas como bodes expiatórios para atingir o governo”, disse a advogada.

    Janira é ex-deputada estadual do PSOL. Foi ela quem marcou, em março, uma agenda no Ministério da Justiça com o secretário de Assuntos Legislativos, Elias Vaz. Levou junto Luciane de Freitas. A advogada afirma que elas buscaram a pasta para levar denúncias contra o sistema prisional do Amazonas.

    Vaz, por sua vez, encaminhou o caso para o secretário Rafael Velasco, de Políticas Penais, que repassou para a Ouvidoria. A CNN apurou que parte das denúncias não teve andamento porque não foram encontrados indícios de irregularidades.

    Janira disse à CNN que conhece Luciane há quatro anos e que sabia que ela era mulher de um líder de facção.

    “Sim, eu sabia que ela era casada com ele, no Movimento todos sabiam quem era parente de quem. E quanto às “ligações” dela com o marido, sabia do processo, que foi absolvida, que depois o MP recorreu. Acontece que é mais comum do que se imagina, que um familiar de preso seja sempre associado a ele, há muitas injustiças nesse sentido por aí”, declarou.

    A advogada acredita que não serão mais recebidas tão cedo em novas reuniões no governo federal e que isso é prejudicial. “Duvido muito que sejamos recebidas para outras agendas, estamos agora estigmatizadas e o trabalho ficará mais difícil, no entanto a luta continua. Dia 13 de dezembro estaremos em ato público de familiares em Brasília levantando a mesma pauta que levamos aos Ministérios. Existem outros familiares e advogados nesta luta e ela não vai parar por nossa causa”, concluiu.

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