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    Síndrome do olho seco pode se tornar incapacitante, alerta oftalmologista

    À CNN Rádio, Monica Alves, docente do Departamento de Oftalmologia da Unicamp e Embaixadora da Tear Film & Ocular Surface Society falou sobre a doença que atinge de 13% a 24% da população de forma silenciosa

    Síndrome está ligada ao estilo de vida e a condições que dificultam a formação de lágrimas
    Síndrome está ligada ao estilo de vida e a condições que dificultam a formação de lágrimas Salvatore Ventura/Unsplash

    Da CNN

    em São Paulo

    Sintomas comuns como ardência e coceira nos olhos podem estar por trás de um problema mais sério, que demanda atendimento com especialista. E a persistência desses sintomas pode incapacitar muitas atividades rotineiras.

    A síndrome do olho seco está muito ligada ao estilo de vida e a condições que dificultam a formação de lágrimas, como clima, exposição a telas e até mesmo alguns medicamentos.

    “A principal complicação é o impacto muito grande na qualidade de vida do paciente. Esse desconforto pode ser muito impactante e até incapacitante das atividades cotidianas”, explicou à CNN Rádio Monica Alves, docente do Departamento de Oftalmologia da Unicamp e Embaixadora da Tear Film & Ocular Surface Society.

    “Alguns não conseguem ficar com o olho aberto por muito tempo, ficar em ambiente com ar-condicionado, fazer atividade de leitura ou computador porque os olhos incomodam muito.”

    Fatores como o uso contínuo de telas tornaram a doença – que era mais associada ao envelhecimento – a ser cada vez mais comum em jovens.

    A persistência dos sintomas é sinal de que um tratamento com especialista é necessário.

    “Não é simplesmente pingar um colírio sem saber o que está acontecendo, tem que procurar um oftalmologista para diagnosticar, porque todo sintoma ocular é um sinal de alerta”, afirmou Monica Alves.

    O tratamento varia muito de paciente para paciente, o que reforça a importância da consulta a um especialista.

    “A primeira coisa é entender os fatores que levam ou pioram o quadro, e o segundo passo é repor essa lágrima que está faltando. E é importante entender se o que está faltando é a água ou óleo da lágrima. Há formas de repor esses componentes de forma precisa de acordo com o que o paciente apresenta”, explica.

    Em casos extremos, só procedimentos cirúrgicos são capazes de amenizar o desconforto e prevenir complicações. O ressecamento prolongado da córnea pode levar a lesões, perfurações e infecções.

    Veja também: Tiktoker revela perda da visão por coçar o olho

    Publicado por Amanda Sampaio, da CNN.

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