Chin Shi Huang

Arábica e Canephora: desvende os perfis dos cafés mais famosos do Brasil

Café Arábica x Café Canephora. Quem leva a melhor nesse duelo cafeinado?

O café moído na hora leva novas dimensões ao paladar
O café moído na hora leva novas dimensões ao paladar Foto de Battlecreek Coffee Roasters na Unsplash

Caio Tucunduvacolaboração para o Viagem & Gastronomia

No mundo do café, a batalha entre as duas espécies mais icônicas, o café arábica e o café canephora, também conhecido pelas variedades Conilon e Robusta, é uma saga de sabores e características únicas que cativam os amantes da bebida em todo o mundo.

Café Arábica, suavidade floral

No canto do Arábica, encontraremos uma dança de delicadeza. O café arábica é como um artista refinado, revelando nuances de sabor que dançam delicadamente no palato. Com suas notas frutadas, florais e ácidas, cada xícara é uma experiência sensorial única. É cultivado em altitudes elevadas, onde o clima suave e ameno é seu aliado, mas sua natureza sensível requer um toque de maestria na lavoura. No Brasil, é cultivado em diversas regiões, desde a Chapada Diamantina na Bahia até o norte do Paraná.

Café Canephora, ousadia e força

No canto do Canephora encontraremos o poder da coragem, o café canéfora se apresenta com ousadia e força. Seus sabores amargos, terrosos, com notas de nozes e chocolate, não pedem licença. Com um teor de cafeína mais elevado, de 2% a 2,7%, é resistente a pragas e doenças. Cresce em regiões de baixas altitudes e climas quentes, onde demonstra sua robustez.

No Brasil temos também o Robusta Amazônico, produzido no estado de Rondônia e o Conilon, muito bem representado pelo estado do Espirito Santo e no estremo sul da Bahia. Tanto nosso Robusta quanto o Conilon são produzidos com excelência sendo ambos internacionalmente cultuados assim como nosso arábica.

Duelo cafeinado: qual escolher?

A decisão entre o Arábica e o Canephora é como escolher seu campeão pessoal no ringue do café. É uma questão de preferência: suavidade e complexidade versus ousadia e intensidade.

Atualmente podemos encontrar tanto Robusta quanto Conilon nas xícaras das melhores cafeterias do país. Cada uma contando uma história diferente, mas, no final, a escolha é sua. Qual será a sua preferência hoje?

Os textos publicados pelos Insiders e Colunistas não refletem, necessariamente, a opinião do CNN Viagem & Gastronomia.

Sobre Caio Tucunduva

Caio Tucunduva / Divulgação
Caio Tucunduva / Divulgação

Engenheiro civil, Caio Tucunduva também é especialista, mestre em sustentabilidade pela Universidade de São Paulo. Se apaixonou pelo mundo do café quando a onda dos cafés especiais começava a dar as caras no Brasil – tendência que ele já observava no exterior, afinal sempre foi atento às tendências gastronômicas. Já especialista em hospitalidade, Caio, decidido que iria se enveredar para essa área, começou pelos cursos do Senac de barista e gestão de bares e restaurantes.

Depois formou-se como degustador e classificador de café. Também se tornou mestre de torra, fez cursos com grandes mestres e especialistas de café. Com toda essa bagagem, foi para Austrália oferecer consultoria de torra de café brasileiro e, claro, aprendeu novas técnicas, como a blendagem de café verde, umas das marcas registradas de Caio atualmente. Atento e criativo, ele desenvolveu uma técnica bastante interessante de maturação de cafés especiais em madeiras e destilados. Hoje, regularmente, percorre o país atrás de bons produtores.

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